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 Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas

Pró-Saúde / Pet-Saúde

Sub-Projeto

PROJETO PET REDES 2013-2015

1)      Nome do grupo:PET Rede de atenção às condições crônicas, priorizando o câncer de colo de útero.

2)      Unidades de saúde participantes:

- Instituto Jenny de Andrade Faria do Hospital das Clínicas da UFMG – Alameda Álvaro Celso, 117, Bairro Santa Efigênia,Belo Horizonte, MG | CEP: 30160011

- Centro de Saúde Padre Fernando de Melo - Rua Conceição Vidigal Paulucci, N 150, Bairro Palmares, Belo Horizonte, MG | CEP: 31155-440

3) Cursos envolvidos:

Tutor:Prof. Eduardo Batista Cândido -– Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG

 

Preceptores

NOME

Cenário de práticas

Categoria profissional

Mariana Ataíde Seabra

Instituto Jenny de Andrade Faria

Médica

Gilvania C. Souza

Instituto Jenny de Andrade Faria

Assistente Social

Maria de Fátima Seixas

Instituto Jenny de Andrade Faria

Enfermeira

Luciano Fernandes Loures

Instituto Jenny de Andrade Faria

Médico

Júnia Gomes Araújo

Centro de Saúde Padre Fernando de Melo

Médica

Elizabeth Romagnoli da Silva

Centro de Saúde Padre Fernando de Melo

Enfermeira

 

O que é o projeto?

O câncer do colo do útero representa um problema de saúde pública mundial, e, por estar associado ao Papiloma Vírus Humano (HPV), apresenta uma relação importante com o nível social, econômico e cultural das populações. Por isto, apresenta elevada incidência nos países em desenvolvimento, se comparado aos países desenvolvidos. Caracteriza-se pela replicação desordenada do epitélio de revestimento do colo uterino, comprometendo o tecido subjacente (estroma) e podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou à distância. No contexto mundial, o câncer de colo de útero é o terceiro mais prevalente (cerca de 530 mil novos casos, para o ano de 2012). Quase 80% dos casos novos ocorrem em países em desenvolvimento onde, em algumas regiões, é o câncer mais comum entre as mulheres.

No Brasil, sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o mais incidente na região Norte (24/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (28/100 mil) e Nordeste (18/100 mil) ocupa a segunda posição mais frequente, na região Sudeste (15/100 mil), a terceira, e na região Sul (14/100 mil), a quarta posição.

A incidência e a mortalidade pelo câncer do colo do útero podem ser reduzidas através do rastreamento para a detecção e potencial tratamento das lesões escamosas intra-epiteliais de alto grau, as quais representam lesões precursoras do câncer invasivo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), com uma cobertura da população alvo em torno de 80 a 100% pelo exame de Papanicolau e uma rede organizada para diagnóstico e tratamento adequado, é possível reduzir em média 60 a 90% o câncer invasivo na população. Porém, no Brasil, as várias políticas de saúde implementadas nas últimas décadas, não reduziram a morbimortalidade das pacientes portadoras do câncer de colo uterino. Dados oficiais do Ministério da Saúde apontam que no período compreendido entre 1979 até 2007, não houve redução nas taxas de mortalidade feminina pelo câncer de colo uterino.

A eficiência do rastreamento depende do seguimento adequado e do tratamento das mulheres que apresentam resultados citopatológicos anormais, mantendo-se em acompanhamento aquelas cujas alterações demandem planejamento terapêutico e seguimento por períodos prolongados.

Frente ao exposto, o objetivo do projeto é avaliar as possíveis causas de falha no rastreamento, diagnóstico, tratamento e seguimento das pacientes portadoras de neoplasia do colo uterino em pacientes encaminhadas ao ambulatório Jenny de Andrade Faria e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

Objetivo Geral

Avaliar as possíveis causas de falha no rastreamento, diagnóstico, tratamento e seguimento das pacientes acompanhadas no Centro de Saúde Padre Fernando de Melo e das portadoras de neoplasia do colo uterino encaminhadas ao ambulatório Jenny de Andrade Faria e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

O projeto utiliza uma metodologia quantiqualitativa. Está sendo realizado um levantamento de dados para a identificação do perfil das pacientes portadoras de neoplasia do colo uterino. Além da criação de atividades com oficinas, grupos focais e entrevistas com as pacientes, os profissionais de saúde e os gestores das instituições envolvidas para a identificação de estratégias que possam melhorar os indicadores diagnósticos e terapêuticos para a neoplasia do colo uterino. A atuação dos tutores, preceptores e alunos convergirá para solução dos desafios que se apresentarem: reorganização dos serviços, proposição de práticas, estabelecimento de fluxos, qualificação dos profissionais de saúde para atendimento para atendimento das pacientes nos centros de atenção primária e terciária, além de propor maior integração da rede de acolhimento das mulheres com lesões precursoras e portadoras da neoplasia do uterino.

Métodos e atividades a serem desenvolvidas

Será desenvolvida uma investigação observacional longitudinal que avaliará de forma retrospectiva a possibilidade de se estabelecer padrões de perfis de pacientes encaminhadas ao serviço de ginecologia oncológica procurando identificar possíveis falhas diagnósticas e terapêuticas relacionadas às neoplasias de colo uterino que serão possivelmente identificadas desde problemas relacionados à cobertura populacional do rastreamento, passando por problemas na coleta e leitura de material citológico cérvico-vaginal até questões relacionadas às dificuldades de seguimento destas pacientes no serviço referido.

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