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 UBS Ribeiro de Abreu

Pró-Saúde / Pet-Saúde

Sub-Projeto

 

Grupo Tutorial:

Profa. Leiliane Coelho André (Tutora)

Adirley Viana (Preceptora)

Alessandra castro (Preceptora)

Camila Martins (Preceptora)

Isabela Rezende (Preceptora)

Amanda Santana de Siqueira Teixeira (Bolsista/Fisioterapia)

Flávio Henrique de Abreu Rosa (Bolsista/Odontologia)

Jennifer Reis Rodrigues (Bolsista/Medicina Veterinária)

José Batista Neto (Bolsista/Medicina)

Julia Goulart Ferreira Pinto (Bolsista/Medicina Veterinária)

Julia Locce Vendramini (Bolsista/Medicina)

Renata Andrade (Bolsista/Fisioterapia)

 

Cursos envolvidos:

Medicina Veterinária, Medicina, Fisioterapia, Odontologia.

Introdução:

A saúde ambiental engloba aspectos importantes como o controle de vetores de doenças transmissíveis, principalmente insetos e roedores, limpeza pública, drenagem pluvial e moradias adequadas com estruturas físicas básicas: abastecimento de água, esgotamento sanitário (HELLER, 1998), além de contaminantes químicos presentes no ambiente doméstico decorrente do ar interior e exterior. Todas estas características são determinantes de saúde em uma população (ARANHA, 2006).

A escolha de moradia frente aos riscos ambientais geralmente está relacionada com a capacidade financeira dos grupos sociais. Se por um lado os grupos economicamente mais abastados podem abandonar áreas cujo ambiente oferece algum tipo de risco, por outro a camada populacional mais pobre não tem opção de saída destes espaços, fortalecendo o laço entre vulnerabilidade social e vulnerabilidade ambiental. (CARTIER, 2009).

            A construção da saúde na organização da atenção primária deve ser compreendida numa dimensão fundamentada nos espaços do cotidiano da vida humana (CARNEIRO, 2012). Assim o ambiente deve ser considerado como um território vivo, dinâmico, reflexo de processos políticos, históricos, econômicos, sociais e culturais, no qual se materializa a vida humana e a sua inter-relação com o universo (BRASIL, 2007).

Dessa forma,Saúde Ambiental se insere no contexto da atenção primária, abordando os problemas mais frequentes da comunidade e oferecendo serviços de promoção e prevenção para maximizar a saúde e o bem-estar (BRASIL, 2006). Conhecer sobre os riscos do ambiente em relação à saúde e sobrevivência visa não apenas a proteção e recuperação do ambiente, mas também da saúde (CARNEIRO, 2012).

Sendo assim, essa pesquisa mostra a necessidade de produzir estratégias de atuação do setor saúde para a prevenção de problemas relacionados com o meio ambiente.

 

Objetivos:

Identificar os riscos ambientais à saúde presentes em domicílios das áreas de abrangência dos Centros de Saúde São Gabriel e Ribeiro de Abreu;

Classificar os riscos ambientais em químicos, físicos e/ou biológicos;

Analisar a percepção dos indivíduos expostos aos riscos ambientais em seus domicílios;

Realizar intervenções comunitárias por meio de processo educativo;

Sensibilizar a população acerca dos riscos ambientais à saúde.

 

Métodos e atividades:

Será realizado um estudo epidemiológico transversal de intervenção por meio de ferramentas quantitativas e qualitativas, junto à população residente nas Áreas de Abrangência dos Centros de Saúde Ribeiro de Abreu e São Gabriel, regional Nordeste de Belo Horizonte, no período de 2012 a 2014.

O universo desta pesquisa serão os usuários do Sistema Único de Saúde, residentes nas Áreas de Abrangência dos Centros de Saúde São Gabriel e Ribeiro de Abreu. Os domicílios serão escolhidos aleatoriamente para identificar o risco ambiental de natureza diversa como poluentes e contaminantes químicos, vetores e reservatórios, lixo, poluição sonora e visual, entre outros.

Será entrevistado, em cada domicílio, um residente com idade superior a 18 anos, com capacidade para entendimento das perguntas do questionário e que tenham lido e assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Por meio de amostragem aleatória sistemática, o imóvel a ser amostrado deverá ser sempre o 3° imóvel à direita do inicio do quarteirão sorteado, intercalando sempre três imóveis, no mínimo, para a próxima coleta. Nas situações onde o imóvel sorteado encontrar-se fechado ou houver recusa do morador em participar da pesquisa, passar-se-á para o imóvel seguinte do quarteirão, na mesma direção e isso pode se repetir até que se consiga encontrar alguém em alguma residência.

A partir dessa listagem os estudantes irão visitar os domicílios supervisionados pelos preceptores que irão definir a melhor estratégia de acompanhamento por parte das equipes de saúde e/ou zoonoses da Unidade de saúde. Essa entrevista abordará o diálogo com o proprietário ou morador, identificará os problemas ambientais e propor mudanças dentro do que foi observado. Na primeira visita, será estabelecida uma conversa com o morador por meio da entrevista semiestruturada, técnica de abordagem da pesquisa qualitativa, cujo roteiro encontra-se em anexo (Anexo 1).

A observação “sistemática e crítica” será adotada como instrumento básico da pesquisa. Trata-se de perceber o rotineiro, o usual, aquilo que a maioria deixa passar despercebido por ter se tornado habitua. Esta técnica, por valorizar os aspectos da vida social, do cotidiano, será adequada aos objetivos da pesquisa na medida em que se pretende captar possíveis riscos ambientais.

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