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Pró-Saúde / Pet-Saúde

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Portfolios de Julho e Agosto

 
Confira as experiências do grupo Serra Verde de Julho e Agosto incluindo pesquisas feitas com os alunos da Escola Municipal José Maria Alkimim
 
 
Atividades na Escola
 
 

Portfolios de Maio e Junho

O de maio conta as experiências que serviram para a produção de trabalhos da Mostra Pró PET como levantamento de dados para realização das pesquisas
 
 
Entrevista realizada com profissionais da saúde
 
 
 
 
Já o de Junho conta a visão do grupo sobre o evento promovido pelo Pró PET Saúde
 
a Mostra de trabalhos
 

Informações do projeto de janeiro e fevereiro

No portfólio de janeiro é possível encontrar depoimentos de alunos com vivências individuais sobre o projeto. A aluna Eliza Salgado de Souza, bolsista do curso de educação física, conta como foi o seu ingresso na UBS Serra Verde. Além disso, também há relatos dos estudantes como, Débora Tirsa Araújo Costa e Michaela Jacob Rocha, do curso de Odontologia, Poliana da Silva Gomes e Fabíola Caroline de Souza,do curso de Medicina, Nayara Mota de Aquino, do curso de fonoaudiologia e Marianne Silva Santada e Natália Borges Jacoé do curso de Nutrição.
 
Todas essas vivências ocorreram de acordo com cada curso e com atividades de apoio ao UBS Serra Verde.
 
 
Experiência da Aluna de Odontologia
 
Já no portfólio de fevereiro conta com o detalhamento de projetos propostos pelos alunos.  Um deles é o “Saúde da Mulher -  ação visando o aumento da adesão das mulheres à prevenção do câncer de colo do útero” que tem como público alvo os usuários do centro de saúde Serra Verde. Com este planejamento, os alunos pretendem ressaltar a importância de se prevenir contra o câncer de colo do útero além de auxiliar as mulheres com informações. Outras propostas que estão em processo de aprovação são detalhadas no portfólio como: “Seminário supervisionado na academia da cidade tema: “Estresse ”“, “Abordagem dos usuários da unidade básica de saúde serra verde para maior adesão aos grupos operativos.” E “Sala de espera na unidade básica de saúde será verde”
 
Projeto de prevenção
 
 
 
Confira os relatos e os projetos na integra nos portfólios:
 
 

Saúde na Escola - Portfólio de Outubro

APRESENTAÇÃO

 
Este grupo conta, atualmente, com oito monitores bolsistas e dois voluntários, quatro preceptores, um tutor e três professores colaboradores do curso de farmácia, conforme descrito no quadro a seguir:
 
Quadro 1- Apresentação do grupo PRÓ-PET-SAÚDE III, Saúde na Escola- Serra Verde, Belo Horizonte - MG, 2012.

MONITORES

CURSO

SITUAÇÃO

PRECEPTOR

Débora Tirsa Araújo costa

Odontologia

Bolsista

Ádia

Eliza Salgado de Souza

Educação Física

Bolsista

Vanessa

Elizângela Martins Delfino

Nutrição

Bolsista

Maria Carmem

Fabíola Caroline de Souza

Medicina

Bolsista

Dardânya

Marianne Silva Santana

Nutrição

Bolsista

Ádia

Michaela Jacob Rocha

Odontologia

Bolsista

Maria Carmem

Natália Borges Jacóe

Nutrição

Bolsista

Dardânnya

Nayara Mota de Aquino

Fonoaudiologia

Bolsista

Vanessa

Maysa Marques Marçal

Nutrição

Voluntário

Ádia

Poliana da Silva Gomes

Medicina

Voluntário

Dardânnya

Tutor: Simone Cardoso Lisboa Pereira

Colaboradores: Inayara Cristina Alves Lacerda, Raquel Linhares Bello de Araújo e Renata Adriana Labanca  
As atividades práticas dos monitores PET deste grupo tutorial iniciaram em 24 de setembro de 2012, após o Seminário de abertura, tendo como guia dois roteiros, um de observação das atividades da Unidade Básica de Saúde (UBS) e outro de observação da escola vinculada e esta unidade, sob a supervisão dos preceptores. Essas atividades estão em fase de finalização. Ressalta-se que esses roteiros foram elaborados para as atividades dos três grupos tutoriais Saúde na Escola. Ademais, para melhor entendimento da temática deste grupo foi proposto, pelo grupo de preceptores, o estudo de dois documentos: Cadernos de Atenção Básica: Saúde na escola e Passo a Passo PSE (Programa Saúde na Escola). Esses documentos foram apresentados e discutidos em reunião, do grupo, no dia 17/10/2012. A síntese desse estudo está descrita a seguir.
 
 
 

SÍNTESE DO ESTUDO

 
1)     CADERNO DE ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE
 
1.1 INTRODUÇÃO
 
O Programa Saúde na Escola (PSE) instituído em cinco de dezembro de 2007 tem como objetivo ampliar a integração entre o Centro de Saúde, a escola e a comunidade. O PSE é resultado do trabalho entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde e visa criar estratégias de políticas públicas para promoção da saúde. Este programa é composto de equipes multiprofissionais que desenvolvem um trabalho integrado a fim de atender os princípios dos SUS que são a integralidade, equidade e universalidade. O Centro de Saúde possui equipes do Programa Saúde da Família (PSF) que são responsáveis pelo atendimento da comunidade escolar, encaminhando para o Centro de Especialidades Médicas (CEM) quando necessário, além da promoção e conscientização, que visam mudanças de hábitos por meio do fortalecimento da participação da comunidade para melhorar a qualidade de vida.
1.2 ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA EM RELAÇÃO AO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA
 
No programa PSE existem as atribuições comuns a todos os profissionais e aquelas específicas.  As principais atribuições comuns a todos profissionais são: planejar as ações por meio do trabalho em equipe, estabelecer parcerias com os profissionais da área da educação a fim de criar e inserir ações de saúde no ambiente escolar, além de monitorar e avaliar a efetividade dessas ações, realizar visitas domiciliares e participar de grupos e de promoção de saúde em especial para os grupos de escolares com vulnerabilidades, orientar sobre a vacinação, triar e encaminhar os estudantes com necessidades médicas específicas, contribuir para o desenvolvimento de políticas locais que assegurem e fortaleçam ambientes escolares saudáveis e identificar e acompanhar as famílias inseridas no Programa Bolsa Família.
 
Quanto às principais atribuições específicas teremos: as atribuições do agente comunitário de saúde que diz respeito ao acompanhamento dos demais profissionais da equipe de saúde nas atividades direcionadas aos escolares bem como articular centro de saúde, comunidade e escola. Atribuições do auxiliar e técnico de enfermagem são: realizar a aferição da pressão arterial e dos dados antropométricos e aplicação da dose vacinal. Atribuições do enfermeiro são de realizar avaliação clínica e psicossocial, assim como aferir a pressão arterial e os dados antropométricos. Atribuições do médico de realizar avaliação clínica e psicossocial, encaminhar para os serviços de especialidades médicas. Atribuições do auxiliar de consultório dentário/ técnico em higiene dental são de identificar as necessidades dos escolares em saúde bucal e realizar ações de apoio. Atribuições do cirurgião dentista, realizar avaliações clínicas e identificar as necessidades dos escolares. Atribuições dos profissionais do Núcleo de Apoio de Saúde da Família são apoiar os profissionais das equipes de saúde, bem como participar da criação, coordenação e monitoramento das ações envolvidas nos cuidados com o escolar.
 
1.3 Políticas Públicas, Ministério da Saúde, A Estratégia Saúde da Família e o Programa Saúde na Escola
 
As políticas públicas reconhecem que o espaço escolar é excelente para promover atividades de promoção de saúde, preventivas e de educação em saúde. Como exemplo disso o Programa Mais Saúde: Direito de todos, lançado em 2008, que tem como estratégia ações intersetoriais que se complementam agindo simultaneamente nos municípios e dentro deles nas escolas e ambientes de trabalho, visando colocar em prática o Programa Saúde na Escola.
 
O PSE Foi criado a partir da articulação do Ministério da Saúde e da Educação com o intuito de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de Educação Básica, através de ações de prevenção, promoção e atenção á saúde. Os principais objetivos do Programa são Promover a saúde e prevenir os agravos através da parceria entre a escola e a unidade de saúde, promovendo Cidadania, combatendo a Vulnerabilidade e fortalecendo a participação comunitária nas políticas de Saúde e Educação.
 
O PSE especifica que a Equipe de saúde da família (ESF), deve construir junto com a Educação básica estratégias que integrem e articulem a as políticas e ações de educação e as políticas de saúde juntamente com a comunidade escolar. A ESF deve realizar visitas periódicas e permanentes ás escolas participantes do PSE para avaliar as condições de saúde dos educandos. Haja vista que é uma das atribuições de todos os profissionais da ESF.
 
1.4 Escola como Locus de Cuidado em Saúde
 
 A escola é um espaço importante para o desenvolvimento de programas de saúde e educação. A escola é diferente das outras instituições, pois oferece a possibilidade de educar construindo conhecimentos vindos dos diferentes saberes: conhecimentos científicos; crenças e valores culturais doa alunos; os divulgados pela mídia atual; e aqueles trazidos pelos professores, crenças, experiência resultante de vivências pessoais e profissionais.
 
Isto justifica a criação de um programa de saúde na escola integrado no cotidiano da escola, que irradia informações, conceitos e comportamentos saudáveis para além das fronteiras da escola. Além disso, é nesse espaço de Ensino Infantil, Fundamental e Médio, que cerca de 50 milhões de crianças e adolescentes são alcançadas pelas ações de educação, promoção e assistência à saúde no sistema educacional brasileiro.
 
Ao considerar o empenho do Ministério da Educação em tornar a escola pública inclusiva os profissionais da saúde terão papel relevante no suporte às necessidades específicas desses estudantes. A escola é o espaço importante de promoção da saúde, pois tem o objetivo de formar cidadãos críticos com autonomia, estimulando o exercício de seus direitos e deveres, incorporação de atitudes mais saudáveis que controlem as condições de saúde e promovam qualidade de vida.
 
Visando alcançar a integralidade da saúde, a (OPAS) propõe que se utilizem métodos participativos que ultrapassem a delimitação física da escola e envolvam pais, professores e comunidades. Utilizando dessas metodologias para diagnosticar as necessidades de saúde da população escolar.
 
1.5 ESTRATÉGIAS GERAIS DE OPERACIONALIZAÇÃO DAS AÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE ESCOLAR
 
O envolvimento da comunidade e dos próprios alunos nos projetos de promoção de saúde é bem claro em vários contextos. Os gestores e gerentes de educação abrem espaço para a participação dos alunos na elaboração de medidas de correção ou eliminação de riscos no ambiente escolar como área de lazer insatisfatória, bueiro aberto, calçada insatisfatória,além de oferecer uma escola inclusiva para deficientes físicos se tornando um ambiente sustentável.
 
A promoção de saúde na escola conta com técnicas e instrumentos de grande alcance como palestras ou seminários com o envolvimento de agentes multiplicadores  (pais, professores, estudantes, funcionários e profissionais da saúde) de acordo com a demanda nas áreas de saúde e educação, sempre em sincronia com o projeto político pedagógico da escola. Já as demandas de saúde devem ser encaminhadas para a unidade de saúde da própria equipe de Saúde da Família. Esses necessitam de um planejamento de curto, médio e longo prazo e são avaliados ao final de cada ano letivo.Para que todos esses projetos funcionem bem e em harmonia é de extrema importância uma relação próxima entre os profissionais da saúde e da educação .
 
1.6 AÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE ESCOLAR- AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE DAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS QUE ESTÃO NA ESCOLA.
 
As equipes do programa de saúde na escola (equipes de PSE) são responsáveis pelo acompanhamento da saúde das crianças, adolescentes e jovens em idade escolar. Quando detectada uma demanda, as equipes de PSE devem promover a interlocução entre os responsáveis pelos estudantes e as equipes de saúde da família (equipes de PSF) da área de abrangência da residência da família. Para que isso seja efetivo, é necessário que se faça a integração entre escola, centro de saúde (equipes de PSF e profissionais do Núcleo de Atenção a Saúde da Família – NASF), comunidade e família.
 
As diretrizes priorizam que os estudantes devam ter acesso, pelo menos uma vez ao ano, a uma avaliação clínica e psicossocial; de preferência no início do ano letivo. Após a primeira avaliação, é feito um prontuário com as informações colhidas e que serão atualizadas anualmente. Cabe salientar que deve haver uma flexibilidade nos protocolos seguidos, de forma que, quando necessário, o número de avaliações anuais poderá ser modificado e até mesmo a forma como os procedimentos são realizados poderá ser modificado.
 
As avaliações clínicas e psicossociais devem ocorrer no ambiente escolar ou no centro de saúde e abranger os seguintes parâmetros:
 
-História clínica completa;
 
- Exame físico de acordo com a idade escolar;
 
- Monitorização do crescimento;
 
- Avaliação da acuidade visual e auditiva;
 
- Avaliação da saúde bucal;
 
- Atualização do calendário vacinal;
 
- Exames complementares de acordo com a necessidade.
 
É ideal que essas avaliações envolvam toda a equipe de saúde, além dos profissionais da escola e da família dos estudantes.
 
Dentre os diversos aspectos que determinam da saúde população, a nutrição aparece como objeto de estudo, avaliação e intervenção primordiais. Ao considerar os desafios da saúde pública, destacam-se as atividades no ambiente escolar tendo em vista as mudanças que ocorrem no perfil nutricional dessa comunidade. Como um desses desafios está a inversão da prevalência da desnutrição pelo excesso de peso e seus agravantes.  
 
 
 
A escola tem fundamental importância na formação dos valores e comportamentos dos estudantes, como também, nos hábitos alimentares. Assim, ao atuar na promoção da saúde, anutrição capacita a comunidade escolar a buscar melhorias na alimentação e nos demais aspectos nutricionais.
 
2- PASSO A PASSO: TECENDO CAMINHOS DA INTERSETORIALIDADE
 
A partir da leitura do documento em questão, compreende-se que o Programa Saúde na Escola (PSE) objetiva promover ações que visam o desenvolvimento integral da comunidade escolar e a participação em projetos que integrem saúde e educação, para combater as vulnerabilidades que dificultam o pleno desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens.
 
Considerando-se esse contexto, foram criadas diretrizes para orientar os projetos do PSE, com base principalmente em promover a articulação das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) às das redes de educação pública, de forma a ampliar o alcance de suas ações voltadas aos educandos e suas famílias. Essas ações se desenvolvem no ambiente escolar, já que esse é um espaço privilegiado para práticas de promoção de saúde e de prevenção de doenças.
 
O Programa Saúde na Escola foi reestruturado, tendo sido definida nova orientação em relação ao processo de gestão, incluindo a obrigatoriedade de assinatura, pelos secretários municipais de Saúde e Educação, do Termo de Compromisso, já que é através desse que há transferência de recurso financeiro e material do PSE para os municípios credenciados.
 
Nesse Termo de Compromisso, os gestores se comprometem com um conjunto de metas anuais de cobertura de educandos beneficiados pelas ações do PSE, e vincu­lam as equipes de Saúde da Família com as escolas do território de responsabilidade. 
 
A reestruturação do PSE também levou à proposta de coordenação do Programa por meio dos Grupos de Trabalho Intersetoriais (GTI’s), levando a uma gestão compartilhada e coletiva, tanto no planejamento quanto na execução das ações. Por isso, os GTIs são compostos, obrigatoriamente, por representantes das Secretarias de Saúde e de Educação e, facultativamente, por outros parceiros locais representantes de políticas e movimentos sociais. Dessa forma, existem GTI’s nos âmbitos federal, estadual e municipal, cada um com responsabilidades distintas.
 
As ações de prevenção e promoção de saúde propostas pelo PSE integram o conjunto de ações mínimas, contratualizadas por meio do Termo de Compromisso, a serem realizadas pelos municípios. Essas atividades são divididas em três grandes grupos, sendo eles a Avaliação Clínica e Psicossocial; a Promoção e Prevenção à Saúde e a Formação dos profissionais atuantes no PSE. Assim, as ações em questão devem ser vistas como uma proposta inicial, que não esgotam as possibilidades de ampliação tanto da intersetorialidade quanto do princípio da integralidade da atenção à saúde e à formação de crianças, adoles­centes e jovens.
 
Conclui-se dessa forma, que para o PSE alcançar seus objetivos, é primordial a prática cotidiana da interse­torialidade nos campos da gestão, do planejamento, dos compromissos dos setores de saúde e educação, além da abordagem nos territórios onde se encontram as unidades escolares e as equipes de Saúde da Família.
 
Referências
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
 
Atenção Básica. Saúde na escola. Brasília, 2009 a.96p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos de Atenção Básica ; n. 24)
 
Brasil. Ministério da Saúde. Passo a passo PSE : Programa Saúde na Escola: tecendo caminhos da intersetorialidade. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica, Ministério da Educação. – Brasília : Ministério da Saúde, 2011. 48 p.

Saúde na Escola - Portfólio de Novembro

Na reunião do dia seis de novembro de 2012, os monitores PET apresentaram os resultados do roteiro de observação da UBS Serra Verde, que foi sendo registrado desde o primeiro dia de prática do grupo. A medida que os resultados foram sendo relatados, todos (preceptores e monitores) tinham a palavra livre para complementar e tirar dúvidas sobre as observações e vivências. Após a apresentação, houve um debate e as informações foram compiladas e transformadas no relato do grupo, descrito a seguir.
 

O que observamos na USB Serra Verde?

 
RECEPÇÃO
 
 
A recepção da UBS Serra Verde é muito bem organizada, as funcionárias responsáveis por este setor sempre se mostram bem atenciosas e simpáticas procurando atender com muita presteza todos que chegam à unidade. Na recepção ficam guardados os prontuários dos pacientes, sempre separados por equipe e por mês de nascimento, agilizando a localização e devolução. Além disso, na recepção também são realizadas as marcações de consultas internas e externas. As consultas com especialista são marcadas nos Centros de Especialidades Médicas - CEM, Centro de Especialidades Odontológicas – CEO e Hospitais de Belo Horizonte. Quando a consulta é liberada para o usuário as funcionárias ligam avisando ou mandam um aviso através dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). A entrega dos resultados de exames também é realizada na recepção. Todo o fluxo é realizado pelo SISTEMA GESTÃO, que é padronizado em todas as UBS de Belo horizonte. Para a realização das marcações das consultas o sistema utilizado é o Sistema de Regulação (SISREG).
 
PORTARIA
Local onde se faz a primeira abordagem ao usuário, pergunta se ele está com consulta marcada e encaminha para o respectivo local. Os usuários chegam à portaria e são muito bem tratados pelos porteiros e porteiras da UBS. Não há muita necessidade de organizar a porta de entrada, pois a maioria dos usuários já conhece como a unidade funciona, mas quando há necessidade isso é feito pelo porteiro. Possui um porteiro, um guarda municipal e um do “posso ajudar” a qual oferece informações gerais sobre a UBS. Grande parte dos usuários vem dos bairros adjacentes a UBS, dentre eles o bairro Jardim Europa, Canaã e Serra Verde. A maior que procura a UBS é para realizar consultas ou buscar medicamentos, o restante aparece esporadicamente, somente quando tem muita necessidade ou alguma consulta marcada. Segundo os funcionários da UBS a minoria dos usuários sabe o que é Programa Saúde da Família, em média somente 50% tem noção de como funciona o programa. 
 
ACOLHIMENTO
 
 
Na UBS Serra Verde o Acolhimento se divide em dois procedimentos, o Manchester e a Escuta agendada. O Manchester funciona da seguinte forma: o usuário chega á UBS e recebe a classificação de risco pela enfermeira, esta classificação vai do mais grave ao menos grave, se ele estiver em um quadro agudo ou grave ele passa pelo médico ou dentista para consultar sobre a queixa específica, como por exemplo, uma diarreia ou dor. Já a escuta agendada acontece separadamente para cada equipe, duas vezes na semana. O usuário chega à unidade no dia e horário da escuta agendada de sua equipe e marca suas consultas para fazer check up, exames, mas sem queixas. Estas consultas podem ser agendadas para a própria enfermeira. As crianças de puericultura e as gestantes não passam pela fila da escuta, pois são consultadas imediatamente. De acordo com as enfermeiras, as agendas estão cheias, mas o usuário consegue consulta dentro de um prazo de 20 a 30 dias. O Manchester e a Escuta Agendada são feitas pelos Auxiliares de Enfermagem e Enfermeiros. Sobre a “Lógica Médica”, segundo a enfermeira ainda predomina, mas com o tempo está sendo resolvido. A maior demanda dos usuários é com relação à troca de receitas, realização de exames e consulta médica. Todos os dados dos pacientes e consultas ficam arquivados no Sistema Gestão, e este também serve como registro de atividades dos profissionais da UBS.
 
CONSULTA MÉDICA/ENFERMAGEM
A consulta médica é baseada tanto nas queixas quanto na prevenção dos agravos. Durante as consultas são realizadas anamneses com coleta de dados sobre a história pregressa, história atual, queixa principal, história familiar e exame físico do paciente. Os pacientes sempre são orientados de acordo com cada protocolo e situação em que se encontra. Existem diversos protocolos, um para cada tipo de consulta, no entanto o protocolo mais utilizado é o do pré-natal e puericultura. A relação usuário e profissional de saúde é humanizada. De acordo com a enfermeira entrevistadas, os usuários não saem do centro de saúde sem que seus problemas sejam resolvidos. Todo o registro de atividades é feito pelo sistema gestão, tanto das atividades realizadas quanto do prontuário dos pacientes atendidos. Todas as consultas podem ser realizadas pelo enfermeiro: as de idosos, mulheres, pré-natal, adulto e criança.
 
CONSULTA ODONTOLÓGICA
 
 A consulta odontológica é baseada nas queixas como também na promoção da saúde e na prevenção de agravos. Durante a consulta o dentista preenche o prontuário com a anamnese que consiste em identificação do paciente, motivo da consulta, história pregressa, avaliação de saúde, uso de medicamento e patologias. Logo após é realizado o exame físico extra oral e intra oral. O dentista dá orientações quanto à alimentação cariogênica, escovação, e sobre a formação de placas. Todas as consultas seguem os Protocolos da Prefeitura. As dentistas se preocupam em dar um atendimento humanizado que gere um vinculo entre o profissional de saúde e o usuário. Todos os pacientes que chegam com algum problema agudo ou dor saem medicados e com encaminhamento, se for necessário, mas pelo menos a dor e o desconforto são aliviados. O prontuário do paciente também serve como registro de atividades, mas ao final do expediente são realizados relatórios e também ao final de cada mês são entregues consolidados com a movimentação diária e mensal de cada dentista.
 
A SALA DE OBSERVAÇÃO 
A sala de observação do Centro de Saúde Serra Verde objetiva o cuidado do paciente acometido por crises agudas, as quais demandam atenção mais urgente por parte dos profissionais da UBS. Os profissionais que atuam no setor em questão são auxiliares de enfermagem, os quais organizam suas ações por meio de regime de escala. Há uma série de recursos materiais específicos para a sala de observação, tais como maca, glicosímetros, aparelhos para aferição de pressão arterial e medicações de emergência. Todas as atividades diárias são registradas, principalmente por meio de caderno-ata. Também se utiliza o sistema TAZ, que constitui uma adaptação realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e contém principalmente informações acerca do usuário da UBS e os procedimentos realizados. O controle das atividades em questão é realizado por meio de registros em cadernos-ata. A sala de observação também atua na transferência de determinados pacientes para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de referência, no caso, a de Venda Nova. Os profissionais do setor entram em contato com o SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e com a UPA, repassando o caso e investigando a possibilidade de transferência do paciente. Após essa sondagem, há o devido encaminhamento do usuário da UBS. O setor em questão funciona, diariamente, de 07:00h até as 19:00h.
 
CURATIVO 
 
O setor de curativos do Centro de Saúde Serra Verde funciona diariamente, das 10:00h até às 16:00h, atendendo aos usuários pela equipe à qual pertencem. Os profissionais responsáveis pelas ações do setor são enfermeiros e auxiliares de enfermagem, que registram todas as atividades em um caderno-ata disponibilizado para tanto. Os materiais utilizados também são controlados através desse sistema. Existe um protocolo, elaborado pela Prefeitura de Belo Horizonte, para o tratamento de feridas, o qual é amplamente conhecido pelos profissionais e utilizado em suas práticas. O espaço destinado à realização dos curativos apresenta pia, um armário para armazenamento de materiais especiais e outro para materiais de uso diário, como soro e gaze, os quais constituem os principais recursos existentes. A maior parte dos materiais utilizados é enviada à sala de expurgo para serem submetidos ao processo de esterilização.
 
COLETA DE MATERIAL LABORATORIAL
 
A coleta de materiais laboratoriais ocorre no período de 7 horas ás 9 horas e 30 minutos. Os profissionais que realizam essa atividade são os enfermeiros, seguindo uma escala de rodizio. Diariamente é atendida uma cota máxima de 30 pacientes, sendo que esses devem realizar um agendamento prévio para serem atendidos. Os materiais coletado na UBS são: sangue, fezes, urina e escarro. Esses materiais são organizados em caixas térmicas, sendo devidamente separados de acordo com o tipo do material, essas caixas são então enviadas para os laboratórios a uma temperatura entre 2°C e 8°C por motoboys. Os resultados desses exames são então enviados para o Centro de Saúde por meio do sistema informatizado utilizado em toda Unidade Básica de Saúde. O controle de atividades diárias é feito por meio de fichas de produção onde ficam indicadas todas as atividades realizadas durante o período de funcionamente.
 
MARCAÇÃO DE CONSULTAS ESPECIALIZADAS E EXAMES
 
A marcação de consultas internas, consultas especializadas e exames, é realizada das 7h às 19h, por meio de auxiliares administrativos ou estagiários, na recepção da UBS. Essa marcação ocorre após liberação pela equipe de enfermagem durante a escuta agendada, realizada em dias e horários determinados, de acordo com as equipes do PSF. O sistema utilizado para o agendamento de consultas externas é o SISREG, o qual é comum a todas as UBS de Belo Horizonte. A maior demanda é pelas seguintes especialidades: cardiologia, ortopedia e oftalmologia. Há uma boa resolutividade neste processo, embora as consultas em algumas especialidades de maior procura levem mais tempo para serem agendadas. A guia de referência é composta por uma única via, sendo esta entregue ao paciente. As consultas realizadas são regulamentadas pelo médico através de um relatório e, posteriormente, no prontuário eletrônico.
 
VISITA DOMICILIAR
 
A unidade realiza visitas domiciliares por meio das equipes do PSF, com a participação ativa dos ACS. Essas são realizadas como rotina e também sob demanda, mediante agendamento prévio e de acordo com a necessidade do paciente. As visitas têm como objetivo levar atendimento médico, avaliação e cuidados de enfermagem e intervenções da odontologia a pacientes que estão impossibilitados de se deslocarem até a UBS. As necessidades de cada pessoa a ser atendida determinam os profissionais que farão parte da equipe. É importante salientar que as intervenções ocorrem tanto no âmbito dos problemas físicos do paciente, quanto nos aspectos sociodemográficos, observando- se as condições de riscos à saúde dos mesmos no ambiente em que vivem. Isso facilita ações posteriores, como as que são realizadas pelo setor de zoonoses. As visitas são registradas em formulários ou prontuários pelos enfermeiros ou médicos.
 
FARMÁCIA
 
A farmácia da UBS Saúde Serra Verde funciona das 08:30h às 18:00h para atendimento externo, e das 18:00h às 19:00h para atendimento interno, sendo que, os profissionais responsáveis são um farmacêutico e uma enfermeira. Neste setor são dispensados medicamentos como: antibióticos, anti-hipertensivos, analgésicos, anticoncepcionais, remédios para asma, etc. Os medicamentos mais prescritos e mais procurados são os utilizados em quadros agudos, como anti-inflamatórios, analgésicos, anti-hipertensivos e antibióticos. Há uma grande demanda na farmácia, havendo sempre grandes filas. Para que o usuário possa ter acesso aos medicamentos procurados, deve apresentar a receita e o documento de identificação do paciente, e documento de quem estiver retirando. A relação profissional/usuário neste setor é bem relativa, ou seja, quando há o remédio solicitado pelo usuário e o sistema está em bom funcionamento é uma relação ótima, mas quando não há o medicamento ou o sistema está com algum problema a relação se torna complicada. O profissional orienta acerca da prescrição, em especial de antibióticos e quando o usuário é idoso, porém há certa intolerância dos usuários que aguardam atendimento devido à demanda do setor. O abastecimento de medicamentos é feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de 15 em 15 dias, mas pode ser solicitada reposição por telefone quando necessário. As atividades diárias deste setor são registradas no livro de ocorrência e no sistema de gestão, onde constam os dados do paciente, quem entregou o medicamento e quem retirou, além da data de retirada do mesmo.
 
GERÊNCIA
 
A função da gerência é de estabelecer, em comum acordo com os funcionários, planos que maximizem o atendimento, serviço e trabalho da UBS Saúde Serra Verde. Para isso esse profissional pode utilizar os seguintes instrumentos: a matriz de gerenciamento de processos (responsável pelo controle do fluxo de usuários no centro de saúde), o colegiado gestor (o qual é composto por um membro representante de cada profissão existente no centro de saúde), o conselho local, os indicadores, o contrato interno de gestão e o PMAQ – Programa de Melhoria de Acesso e Qualidade. O dia-a-dia do trabalho de um gerente do centro de saúde requer muita habilidade para utilizar as ferramentas disponíveis, e lidar com a alta demanda de queixas dos pacientes. A gestão participativa também é uma importante aliada, pois permite reunir toda a equipe com a finalidade de encontrar soluções para os problemas da unidade de saúde e de seus profissionais. Relatou ainda que são realizadas ações na comunidade, mas que as mesmas não têm sido efetivas, pois grande parte da população não aderiu a causa. Quanto ao trabalho com o PSE, informou que muitas vezes falta autorização para triar as crianças e que ao chegar à escola elas ainda não estão separadas para dar início aos procedimentos.
 
ZOONOSES
 
A função do setor de Zoonoses se baseia no controle das doenças endêmicas ou epidêmicas na comunidade. A equipe de trabalho do centro de saúde é constituída por cinco agentes de combate a endemias, um encarregado e uma coordenação. As equipes realizam vistorias nas casas das famílias da região e determinam as demandas, que são divididas entre as equipes para que haja orientações/ações a fim de prevenir agravos e promover saúde na região. Há uma pequena equipe que promove ações como palestras, oficinas em escolas e praças, porém, somente quando há casos na região essas ações são solicitadas.

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